Reforma tributária: o que muda para a pecuária brasileira a partir de 2026?
A reforma tributária brasileira já é uma realidade e começa a impactar o setor agropecuário a partir de janeiro de 2026, quando entra em vigor a fase de transição do novo sistema de impostos sobre o consumo. Para a pecuária, entender essas mudanças desde já será fundamental para manter eficiência, competitividade e segurança na gestão do negócio.
Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023 e da Lei Complementar nº 214/2025, o Brasil inicia a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos impostos:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal;
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que unifica ICMS e ISS, de competência estadual e municipal.
Como isso afeta a pecuária na prática?
Embora a reforma não crie novos impostos sobre a atividade rural em si, ela altera a forma como os tributos incidem ao longo da cadeia produtiva, incluindo insumos, serviços, transporte, industrialização e comercialização da carne e de produtos de origem animal.
Entre os principais impactos esperados estão:
Adequação fiscal obrigatória: a partir de 2026, produtores precisarão adaptar sistemas de emissão de notas fiscais e rotinas contábeis ao novo modelo, mesmo durante o período de testes das alíquotas.
Mudanças no custo de produção: a nova lógica de créditos e débitos tributários pode alterar o custo final de insumos, suplementos, rações e serviços ligados à pecuária.
Mais padronização e transparência: a unificação dos tributos tende a reduzir a complexidade do sistema, diminuir conflitos entre estados e facilitar o planejamento no médio e longo prazo.
Impacto variável na carga tributária: especialistas apontam que alguns produtores podem ter aumento de carga, enquanto outros podem se beneficiar, dependendo do perfil da operação e da organização fiscal.
O que o produtor precisa fazer desde já?
O principal alerta das entidades do agro é claro: quem se antecipar estará mais preparado. Avaliar custos, revisar processos, buscar orientação contábil especializada e acompanhar a regulamentação das alíquotas serão passos essenciais ao longo de 2025 e 2026.
Vitasal: ao lado do pecuarista em cada mudança
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